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Solo Grampeado

O solo grampeado é uma técnica de contenção que reforça o próprio maciço. Barras de aço são instaladas em furos preenchidos com calda de cimento, formando os grampos. A face recebe concreto projetado ou revestimento vegetal, e um sistema de drenagem controla a água no talude. Os grampos são elementos passivos, que só entram em carga com a deformação do maciço, e por isso a resistência ao arrancamento na interface entre o grampo e o solo é o parâmetro central do projeto. A SCO executa solo grampeado em taludes de mineração, cortes de subestações e obras urbanas, e sua direção técnica integra o comitê elaborador da norma ABNT de solo grampeado.

Contenção em solo grampeado com face em concreto projetado
Contenção em solo grampeado com face em concreto projetado.

Quando o solo grampeado é indicado

  • Taludes de corte em solo residual e saprolito, em mineração, subestações, rodovias e loteamentos.
  • Escavações de subsolo e cortes junto a divisas, quando pequenos deslocamentos do maciço são admissíveis.
  • Taludes e encostas instáveis ou já rompidos, como reforço do maciço existente.
  • Áreas ambientalmente sensíveis, com face em revestimento vegetal.

Quando há estrutura sensível a deslocamentos junto à crista da escavação, a cortina atirantada, com tirantes protendidos, costuma ser a solução mais adequada.

Etapas de execução do solo grampeado

Em cortes novos, a execução é descendente, por bancadas. Em taludes existentes, os grampos são instalados a partir de acessos ou plataformas ao longo da face.

  1. Escavação da bancada, em altura compatível com a estabilidade temporária do solo.
  2. Perfuração, com a inclinação e o comprimento definidos em projeto.
  3. Instalação da barra de aço, com centralizadores, proteção contra corrosão e tubos de reinjeção.
  4. Injeção da bainha, com preenchimento do furo por calda de cimento, de baixo para cima.
  5. Reinjeção sob pressão, pelos tubos, após a pega da bainha.
  6. Face, em concreto projetado com tela ou fibras, ou em revestimento vegetal.
  7. Drenagem, com drenos sub-horizontais profundos, drenos de paramento e canaletas de crista e de pé.
Perfuração de grampos em talude de solo grampeadoAplicação de concreto projetado na face de solo grampeado
Perfuração dos grampos e aplicação do concreto projetado na face.

Resistência ao arrancamento e reinjeção setorizada

A resistência ao arrancamento depende do solo, do método de perfuração e, principalmente, da forma como o grampo é injetado. Na reinjeção setorizada, o grampo recebe tubos de reinjeção independentes, cada um atendendo a um setor do seu comprimento. A reinjeção é feita setor a setor, com controle de pressão e de volume em cada trecho.

A técnica foi objeto de tese de doutorado da direção técnica da SCO, na Universidade de Brasília, com ensaios de arrancamento em escala real em obras e em campanha experimental na argila porosa de Brasília, incluindo a exumação de grampos. Os grampos executados com reinjeção setorizada apresentaram resistência ao arrancamento superior à dos executados com injeção por gravidade, e o modelo empírico proposto para estimar essa resistência mostrou-se conservador nas obras em que foi aplicado. A recomendação da pesquisa orienta a prática da SCO: a resistência adotada em projeto deve ser confirmada por ensaios de arrancamento antes do início da contenção.

Solo grampeado verde

Em áreas de proteção ambiental e em taludes com exigência de integração à paisagem, a face em concreto projetado pode ser substituída por revestimento vegetal, mantidos os grampos e a drenagem. A solução depende de inclinação compatível com a estabilidade superficial da face e de proteção contra erosão até o estabelecimento da vegetação. A SCO executou solo grampeado verde em mina localizada dentro de Área de Proteção Ambiental, no Pará.

Solo grampeado verde com face em revestimento vegetal
Solo grampeado com face em revestimento vegetal.

Solo grampeado ou cortina atirantada

CritérioSolo grampeadoCortina atirantada
Elemento de reforçoGrampo passivo, sem protensão.Tirante ativo, protendido.
DeslocamentosA resistência é mobilizada com a deformação do maciço.A protensão limita os deslocamentos.
FaceConcreto projetado de pequena espessura ou revestimento vegetal.Cortina de concreto armado.
Aplicação típicaTaludes de corte e escavações em que pequenos deslocamentos são admissíveis.Escavações junto a estruturas sensíveis e subsolos profundos em lotes confinados.

Controle de execução

  • Ensaios de arrancamento em grampos de teste, para confirmar a resistência adotada em projeto.
  • Registro por grampo da perfuração e do volume e da pressão de calda na bainha e na reinjeção.
  • Controle tecnológico da calda de cimento e do concreto projetado.
  • Instrumentação, quando prevista em projeto, com marcos superficiais, inclinômetros e piezômetros.

O solo grampeado é normalizado no Brasil pela ABNT NBR 16920-2 (Muros e taludes em solos reforçados, Parte 2: Solos grampeados). A SCO opera com sistema de gestão certificado nas normas ISO 9001 e ISO 45001.

Casos

  • Contenção em solo grampeado em design-build, região amazônica. 20 mil m² de contenção, com projeto e execução pela SCO e ensaios de arrancamento em escala real para calibrar os grampos.
  • Solo grampeado verde em Área de Proteção Ambiental, Pará. Revestimento vegetal no lugar do concreto projetado, com a mesma estabilização por grampos.
  • Taludes rompidos e cortes de geometria instável. Estabilização de taludes já rompidos e de taludes em argilas orgânicas.

Perguntas frequentes

  • Qual a diferença entre grampo e tirante? O grampo é passivo: não é protendido e só entra em carga com a deformação do maciço. O tirante é ativo: é protendido contra a estrutura de contenção e aplica carga ao maciço desde a instalação.
  • O solo grampeado pode ser usado em escavação de subsolo? Pode, quando os deslocamentos previstos são compatíveis com as edificações e redes vizinhas. Junto a estruturas sensíveis, a cortina atirantada costuma ser mais indicada.
  • Para que serve o ensaio de arrancamento? Para confirmar em campo a resistência ao arrancamento adotada em projeto, que varia com o solo e com o método executivo. A SCO executa os ensaios antes do início da contenção e ao longo da obra, conforme o projeto.
  • Quanto custa o solo grampeado? O preço varia com a altura da contenção, o comprimento e o espaçamento dos grampos, o tipo de face, a drenagem e as condições de acesso. Com a topografia, a sondagem e o projeto, a SCO envia a proposta.
  • A SCO elabora o projeto? Executamos projetos de terceiros e, quando as condições da obra recomendam, desenvolvemos projeto e execução de forma integrada (design-build).
  • Onde a SCO atende? A SCO atende todo o Brasil. A atuação se concentra no Distrito Federal, no Entorno, em Goiás e em Minas Gerais, com obras executadas também no Norte, no Nordeste e em São Paulo. Nas regiões mais distantes da sede, a mobilização é viável em obras de maior porte.

Em mineração, o solo grampeado estabiliza taludes de corte, cava e acesso, inclusive na versão verde. Veja geotecnia para mineração. Para cortes de subestação e encostas ao longo de linhas de transmissão, veja geotecnia para energia. Para taludes e encostas no Distrito Federal, veja fundações e contenções em Brasília.

Tem um talude de corte ou uma encosta que exige estabilização? Envie a topografia, as sondagens e o projeto, se houver, para análise da engenharia da SCO.

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